Organização Simplificar

O que fazer à tralha que já não queremos

O que fazer à tralha que já não queremos é sempre aquela questão que surge depois de um destralhe.

Ultimamente tem havido um interesse crescente em termos as nossas casas mais simples e organizadas. A febre Marie Kondo está em alta e isso leva a que cada vez mais pessoas queiram livrar-se do excesso de objectos que têm.

Percebemos que isso nos traz mais tranquilidade e tempo! Não o perdemos a arrumar coisas ou a limpá-las e usamo-lo antes a fazer outras actividades que nos trazem felicidade.

A minha casa já passou por um grande destralhe há uns tempos. Não foi um processo rápido, nem o fiz bem logo à primeira. É preciso pensar bem nos nossos hábitos diários e organizar de acordo com isso.

Mas mais importante do que destralhar, é perceber o que nos levou a esse excesso de consumo e o porquê de guardarmos tanta tralha. Só assim vamos conseguir quebrar o ciclo vicioso. Sugiro a leitura deste livro, Adeus Coisas

O que fazer à tralha que já não se quer

Outro aspecto [muito] importante é termos também consciência de que o lixo que criamos ao destralhar tem de ir para algum lado. Não é só deitar no caixote e acabou. Até porque muitos desses objectos estão em bom estado e poderão ser usados por outras pessoas.

E percebi que esta é uma questão que surge sempre.

O que fazer ao que já não queremos?

Desde que comecei o desafio da Cláudia (28 Dias a Destralhar), para terminar o processo de simplificação do meu sotão, que tenho tentado mostrar o que vou fazendo aos objectos que retiro de lá.

Achei que era pertinente fazer este artigo com toda a informação que vou recolhendo e a aprendizagem que vou fazendo. É importante não só para nos apercebermos que as coisas não desaparecem só porque as colocamos no lixo mas também para aprendermos a ser consumidores mais conscientes e a viver uma vida mais frugal, mais simples.

O que fazer à tralha que já não queremos

O que fazer à tralha que já não se quer

DOAR

Este é o fim mais comum que dou aos objectos que já não quero. Além das doações óbvias a instituições de apoio social, deixo outras sugestões que à primeira vista poderão não ser tão evidentes. Já doei brinquedos, incluindo uma bicicleta, ao jardim de infância onde o meu filho andou. Costumo doar livros à biblioteca, a roupa que já não serve ou não queremos é doada a algumas pessoas que sei que vivem com dificuldades (assim tenho a certeza que a roupa é usada por quem realmente precisa), mobiliário vou doando a uma associação que recupera e vende. Isto tudo para dizer que poderão e deverão olhar com mais atenção para locais dentro da vossa comunidade. Sejam escolas, jardins de infância, bibliotecas, lares de idosos. Todos poderão beneficiar de objectos ainda em óptimo estado.

TROCAR

Também é das opções mais habituais por aqui. Troco muitos objectos, principalmente decorativos, com a minha mãe e sogra. Uma sugestão que deixo e que poderá ser interessante é a de organizar um bazar de trocas com amigos e familiares. Ao fazermos estas reuniões para trocar artigos em 2ª mão reduzimos não só o lixo que produzimos mas também o consumo de objectos novos.

VENDER

O mais óbvio e comum para muitos mas aquele que menos utilizo. Ainda assim deixo algumas sugestões para além dos sites de venda online já muito conhecidos. Feira da bagageira, lojas de artigos em 2ª mão (vendi e comprei vários artigos de vestuário para o meu filho em excelentes condições), onde poderão deixar o que já não querem à consignação e, finalmente, vendas de garagem. Este último não muito habitual em Portugal mas que tem ganho um número crescente de seguidores. Importa referir que é necessário verificar com a câmara, se é preciso alguma licença para o fazer.

O que fazer à tralha que já não se quer

REUTILIZAR

Por vezes se olharmos melhor para um objecto e formos criativos, poderemos reutilizá-lo em vez de o deitar fora, principalmente se ele tiver várias funcionalidades. Uma simples pintura ou mudança de local poderão evitar que um artigo vá para o lixo ou que se compre algo novo. Já me aconteceu inúmeras vezes com molduras, algum mobiliário (este e este) e alguns objectos decorativos (parti a tampa deste frasco mas lembrei-me que o podia usar para colocar lápis de cor). Por vezes dá-se o caso de num dia ser tralha e no outro ser um tesouro, sem mudar de mãos.

RECICLAR

Nunca é demais lembrar que mesmo os objectos que vão para o lixo, sendo recicláveis ou não, devem ser colocados nos locais corretos. A Quercus lançou uma App que esclarece qual o destino adequado e onde os devem depositar. Chama-se WasteApp e podem saber mais aqui.

RECUPERAR

Este banco era uma cadeira com as costas partidas e ia para o lixo e esta mesa também. Estavam ambos partidos e agora são das peças de mobiliário que mais gosto cá em casa. Infelizmente consertar roupa, sapatos ou qualquer outro artigo caiu em desuso, muito por culpa dos preços reduzidos dos produtos. O custo do arranjo não compensa o preço de um artigo novo e é muito fácil optar-se pela segunda opção. No entanto, um dos pontos fundamentais para sermos consumidores mais conscientes passa por fazermos manutenção e arranjarmos as coisas que já temos. Por isso sugiro que vejam se algo poderá ser recuperável antes de o deitarem fora. O ambiente agradece.

E assim termino as minhas sugestões. Se tiverem alguma diferente, por favor partilhem. Quanto mais informação, melhor.

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